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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ler nos torna mais felizes

Os leitores estão mais contentes e satisfeitos que os não leitores, de modo geral são menos agressivos e mais otimistas, diz estudo

A leitura nos torna mais felizes e nos ajuda a enfrentar melhor a nossa existência. Os leitores vivem mais contentes e satisfeitos do que os não leitores, e são, em geral, menos agressivos e mais otimistas”. A afirmação é dos responsáveis por uma análise efetuada recentemente pela Universidade de Roma III a partir de entrevistas com 1.100 pessoas. Aplicando índices como o da medição da felicidade de Vennhoven e escalas como a Diener para medir o grau de satisfação com a vida, os pesquisadores chegaram a essas conclusões, que demonstram, como afirma Nuccio Ordine, autor do manifesto A Utilidade do Inútil, que “alimentar o espírito pode ser tão importante quanto alimentar o corpo”. E que precisamos, bem mais do que se imagina, dessas experiências e conhecimentos que não se traduzem em benefícios econômicos.

Julio Cortázar, buscando livros em Paris.
Pierre Boulat (Getty)
Como nos sentimos e quais mudanças experimentamos ao mergulhar em uma história? Há um efeito transformador? Os protagonistas das ficções nos levam a que enxerguemos as nossas contradições e nossos desejos? Fazem com que nos recordemos de coisas essenciais, talvez esquecidas?

A ciência possui cada vez mais recursos para responder a essas perguntas. Artigos publicados em revistas especializadas expõem resultados de ressonâncias magnéticas que revelam a alta conectividade que se estabelece no sulco central do cérebro, região do motor sensorial primário, e no córtex temporal esquerdo, área associada à linguagem, enquanto lemos um livro e depois de acaba-lo.

O estresse se reduz e a inteligência emocional sai ganhando, assim como o desenvolvimento psicossocial, o autoconhecimento e o cultivo da empatia, segundo uma equipe de neurocientistas da Universidade de Emory, em Atlanta, que monitoraram as reações de 21 estudantes durante 19 dias seguidos. A leitura pode até mesmo alterar comportamentos por meio da identificação com os protagonistas das histórias lidas, defende Keith Oatley, romancista e professor de Psicologia Cognitiva da Universidade de Toronto.

É muito custoso, para nós, colocarmo-nos no lugar do outro no dia a dia, mas quantas vezes já não nos colocamos na pele de um personagem de romance? Criamos uma empatia com ele, e isso nos ajuda a compreender melhor os sinais emitidos pelos outros”, argumenta Antonella Fayer, psicóloga e coach especializada no desenvolvimento de liderança, para quem “as lições sobre dilemas morais e emocionais que encontramos na literatura são necessárias para todas as pessoas, e muito especialmente para líderes e políticos, que estão convencidos de que não têm tempo. Atuam, avaliam e fazem discursos, mas seria conveniente para eles mesmos se conseguissem parar um pouco e fazer leituras para melhorar a sua compreensão dos outros”, assinala Fayer, fazendo uma alusão às palavras de Alan Brew, ex-editor do Financial Times: “Ler os grandes autores faz de você uma pessoa mais bem preparada para tomar decisões criativas, interessantes e educadas”.

O convencimento quanto aos benefícios gerados pela leitura é o que move a School of Life, um centro londrino de biblioterapia que prescreve livros para ajudar na superação de conflitos (rupturas, disputas...). Como diz o filósofo Santiago Alba Rico, autor de Leer con niños (Ler com crianças), um ensaio que estimula no país o prazer de compartilhar histórias com seus filhos, a leitura, como a paixão, é um “vício virtuoso”. Quando conhecemos o bem que ela nos proporciona, não conseguimos deixar de praticá-la. Voltemo-nos, portanto, para a literatura, como convidava Cortázar, “como se vai aos encontros mais essenciais da existência, como se vai ao encontro do amor e às vezes da morte, sabendo que fazem parte de um todo indissolúvel e que um livro começa e termina muito antes e muito depois de sua primeira e de sua última página”.

Fonte: El País, Texto de Emma Rodríguez, 2 fev. 2016.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Coletivo Topamos Ler define calendário semestral de saraus


Uma das atrações confirmadas para o coletivo Topamos Ler de 2013
 é o músico Raydson Alexandre. (Foto:Divulgação)
Formado por representantes de diversas instituições, além de pessoas físicas atuantes na área cultural, o Coletivo “Topamos Ler” acaba de lançar o seu calendário semestral de saraus, que pretende transformar-se em importante espaço para a fruição da leitura na cidade.
 Serão seis saraus distribuídos ao longo do semestre, sempre na terceira terça-feira do mês. O primeiro deste ano está marcado para ser realizado no próximo dia 19 de fevereiro, às 20h, no Sesc, mas a ideia é que o sarau circule por todas as instituições participantes do coletivo.

O escritor e rapper, Renan Inquérito, já confirmou presença e lançará seu livro “Poucas Palavras”, acompanhado de uma batalha de rimas, travada por integrantes do movimento hip-hop de São Carlos. Outra atração será o músico Raydson Alexandre, que apresentará suas composições.

A UFSCar tem se empenhado junto ao Coletivo Topamos Ler e à promoção dos saraus. Por meio, principalmente, da Biblioteca Comunitária, mas também do Centro Acadêmico de Letras, do Departamento de Ciência da Informação, da Rádio e da Editora, atividades que envolvem a leitura tem sido pensadas de modo diferenciado. “É importante entender que não é só da leitura de livros que estamos falando”, comenta Zaira Zafalon.

“Entendemos que, a partir das diferentes formas de expressão e sentimentos presentes em contos, poemas, histórias de vida, música, é possível uma outra leitura do mundo que nos cerca”, completa.
Outra integrante do coletivo, Raquel Prado, do DCI/UFSCar, prega a popularização do evento. “Devemos acabar com a ideia de que o sarau é um evento elitista, fazendo dessa reunião um espaço de encontro, prazer e expressão para todos”, ressalta.

Segundo Adilson Marques, educador e escritor, o evento VaLer realizado ano passado pelo Coletivo Topamos Ler, ajudou a divulgar textos produzidos por alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade. Publicados em livro de contos, crônicas e poesias e transformados em espetáculo cênico por Dagoberto Rebucci, os textos foram apresentados no museu da ciência com boa repercussão do público. “O fato ajudou na criação este ano do grupo de literatura da UATI, que passará também a fazer parte do coletivo Topamos Ler permitindo aos idosos escritores mais um espaço para expressar suas ideias e emoções”, revela Marques.

Aos interessados em participar dos próximos saraus, basta enviar um email para topamosler@gmail.com, “Se a pessoa chegar na hora e quiser ler algo de um autor ou de sua própria criação, também poderá fazê-lo”, afirma Chico Galvão, representante do Sesc no coletivo.

Agenda

Saiba a programação dos saraus já confirmados
O coletivo “Topamos Ler” estuda também a possibilidade de realizar saraus em outros locais, volantes e espontâneos, mas a ideia ainda está sendo analisada. Os saraus já agendados acontecerão sempre às 20h, nas seguintes datas e locais: 19 de fevereiro no Sesc, 19 de março na ONG Ramuda, 16 de abril no Instituto Janela Aberta, 21 de maio no Sesc, 18 de maio na UFSCar e 16 de julho no Instituto Janela Aberta.
 
Fonte: Jornal Primeira Página

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Literatura por Pedro Bandeira

Nesta entrevista, o escritor Pedro Bandeira conta como tornou-se leitor literário e o autor de livros infanto-juvenis mais bem sucedido do país.


Fonte: Nova Escola

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Curiosidades literárias

J.R.R. Tolkien e a tecnologia

O autor de O Senhor dos Anéis não era,de forma alguma, um amante da tecnologia. Gostava de jardins, fazendas não-mecanizadas, árvores e comida simples. O escritor sempre foi avesso a tudo o que fosse moderno ou tecnológico, como trens, carros ou televisão, pois, tendo servido na Primeira Guerra Mundial e sendo pai de homens que serviram na Segunda, ele passou a acreditar que a tecnologia não poderia trazer nada de benéfico.

Fonte: Revista Literatura, n. 29

terça-feira, 17 de abril de 2012

Curiosidades literárias

Até que os dedos ficassem dormentes

Balzac e Flaubert costumavam reescrever cada página de seus romances no mínimo cinco vezes. Nas obras desses escritores, alguns dos trechos mais importantes, que continham as chaves da narrativa, foram revistos e reescritos até vinte vezes. Quando Flaubert reescrevia sua obra, primeiramente ele se dava a um movimento de expansão, ampliação, que aumentava o texto. Nas últimas revisões, no entanto, o escritor passava a condensar o texto, deixando somente aquilo que era de estrita importância para a narrativa. Balzac, por outro lado, escrevia uma espécie de resumo com os trechos centrais da obra, que tinha por volta de trinta páginas. Esse texto era enviado para ser impresso, o que era feito em enormes folhas com margens enormes, onde Balzac ia acrescentando detalhes que preenchiam o esqueleto do livro. Esse processo se repetia até dez vezes, quando o trecho de trinta páginas acabava por se transformar num romance de trezentas.

Fonte: Revista Literatura, n. 29 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Curiosidades literárias

• Balzac possuía uma bengala com a inscrição "destruidor de obstáculos" gravada em latim.

• Júlio Verne, tido como o pai da ficção científica, teve como experiência tecnológica mais excitante um único voo de balão, durante toda a vida.
 

• Chico Buarque não passou numa prova de vestibular que o tinha como tema.

• Fernando Pessoa certa vez marcou um encontro com a poetisa Cecília Meirelles e não compareceu porque seu mapa astral dizia que os dois não deveriam se encontrar.

• A primeira publicação de Jorge Luis Borges se deu antes que ele sequer tivesse tido aulas formais. Tratava-se de uma tradução de um conto do Oscar Wilde, publicada quando o argentino era apenas uma criança.
 

• Victor Hugo nutria um desafeto pelo crítico literário Charles Augustin Sainte-Beuve. O escritor periodicamente visitava a casa do literato vestido de freira e se divertia a valer com a esposa do homem, como vingança.

• No período em que morou na China, o barco em que Camões navegava naufragou na foz do rio Mekong. Sua companheira chinesa, Dinamene, sucumbiu nessa tragédia, quando o poeta português optou por salvar o manuscrito d'Os Lusíadas, já adiantado, à mulher.

Fonte: Revista Literatura: Conhecimento prático, n. 29

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O pseudônimo na literatura

"Alguns escritores criam nomes diferentes para assinar seus trabalhos. São os pseudônimos. Carlos Drummond de Andrade, no início de sua carreira como jornalista, escolheu o nome de Antônio Crispim. Quando fazia críticas de cinema, ele usava os pseudônimos de "Mickey" ou "Gato Félix"."

Os pseudônimos eram adotados pelos escritores quando queriam se ocultar ao escrever crônicas ou  defender opiniões políticas, como é o caso de Machado de Assis que assinava muitos de seus trabalhos como "Boas-Noites", "Dr. Semana" e "Platão". Já a escritora Mary Ann Evans adotou o pseudônimo de George Eliot para evitar a perseguição por aqueles que consideravam que a literatura não era atividade feminina.

Vejam alguns autores e seus respectivos pseudônimos

Pseudônimo                                                                 Nome Verdadeiro

Anthony Burgess..................................................................................John Wilson
George Eliot....................................................................................Mary Ann Evans
George Orwell.................................................................................Eric Arthur Blair
Júlio Verne.........................................................................................L. M. Olehewitz
Lewis Carroll..................................................................Charles Lutwidge Dodgson
Marcos Rey...................................................................................Edmundo Donaro
Mark Twain...................................................................Samuel Langhorne Clemens
Millôr Fernandes...........................................................................Milton Fernandes
Molière...................................................................................Jean-Baptiste Poquelin
Stanislaw Ponte Preta........................................................................Sérgio Porto
Stendhal........................................................................................Henri Marie Beyle
Voltaire...................................................................................François-Marie Arouet

Agatha Christie escreveu dois livros não policiais usando o peseudônimo de Mary Westmacott.


Fonte: O Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte.

Curiosidades literárias

  • José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953. 
  • Depois de ter sido ofendido pelo poeta Olavo Bilac em artigo do jornal "O Combate", Raul Pompéia desafiou o ofensor a um duelo com espadas, que nunca chegou a acontecer.   
  • Na infância, Machado de Assis vendia na porta dos colégios chiques as balas e os doces que sua madrasta, Maria Inês, fazia.
  • Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), aos dezessete anos, depois de um desentendimento com o professor de português.
  • Fernando Sabino foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas. 
        Fonte: O Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte.