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quarta-feira, 18 de março de 2015

Dia do bibliotecário é comemorado no Paço Municipal

Em comemoração ao Dia do Bibliotecário, instituído no dia 12 de março, na última sexta-feira (13), a Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Educação, realizou um encontro no auditório Bento Prado Júnior no Paço Municipal. A homenagem reuniu a equipe de bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI) do município.

Durante a homenagem, os bibliotecários Ana Thomires Bassetto Malagutti e Alexei David Antonio, apresentaram seus respectivos relatos de experiência profissional aos presentes. No final do evento, bibliotecários do SIBI foram homenageados pelos importantes serviços realizados em suas unidades de biblioteca, recebendo uma flor e uma fotografia.

A secretária de Educação, Regina Garcia, fez questão de participar do encontro e destacou a importância desse profissional na formação das crianças. “O bibliotecário é fundamental na Educação, ele faz toda a diferença no tratamento com o acervo e na disponibilidade do mesmo para o leitor. Ele também atua em parceria com os professores e comunidade, aproximando os alunos da biblioteca”, disse ela.

Para a bibliotecária, Patricia Helena Paschoalotti Cartaxo, que esteve presente na comemoração, foi uma tarde especial."É muito gratificante sermos agraciadas com gestos sinceros de reconhecimento e de valorização da nossa profissão. Por mais que a tecnologia esteja presente, nada substitui o contato humano”, disse ela.

A bibliotecária Ana Lúcia Escudeiro, também ficou muito feliz pela homenagem. "É isso que nos completa profissionalmente, o reconhecimento ao nosso trabalho, por nossa dedicação e amor", afirmou Ana Lúcia.

O Dia do Bibliotecário é comemorado em todo o território nacional no dia 12 de março. Foi instituído nesta data em homenagem ao bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre, que nasceu neste dia. O escritor foi o primeiro bibliotecário concursado do Brasil e integrava a equipe do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

Fonte: Site Prefeitura Municipal, dia 16 março 2015. 



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O perigo de uma história única

Quando penso no dia 20 de novembro lembro-me de uma lição que aprendi já adulta e que mudou meu modo de pensar. É uma lição que, infelizmente, não aprendi na escola, nem nos livros que até então tive acesso. 
Essa lição eu aprendi por conta própria. Foi quando percebi que eu não era “estranha”, nem “diferente”, nem “feia”, nem tinha cabelo “ruim”. Como aprendi isso? Lendo. Foi lendo sobre “nós” e os “outros” que aprendi que não existe um único modelo de “Ser”. Nós humanos nascemos na diversidade e é ela que nos faz Ser Humano. 

Lembro-me do que aprendi com uma escritora nigeriana Ngozi Chimamanda Adichie: há um perigo numa história única. Quando conhecemos apenas uma versão da história deixamos de perceber a diversidade como algo positivo e passamos a sobrevalorizar e naturalizar uma única versão da história – contada por aqueles que a escreveram. 

Há um ditado africano que diz: “Se o leão pudesse contar sua versão da história...”. Até hoje conhecemos apenas a versão do caçador. Mas o caçador não existe sem o leão certo?
Penso que precisamos, urgentemente, deixar de pensar que somos os únicos e que a nossa versão da história é a “natural”, a “única”, a “verdadeira”. Como fazemos isso? Lendo!!!
O que ganhamos com isso? 
A verdade. Conheceremos a nós e aos tantos outros humanos e assim nos reconheceremos e saberemos quem somos: representantes da espécie humana que é rica por sua diversidade.    
Fica o convite.

Fonte: Texto de Priscila Elisabete da Silva (Doutoranda da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – USP, Mestre em Sociologia - UNESP e Professora Licenciada em Ciências Sociais).


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Literatura comemora 450 anos de William Shakespeare


O autor escreveu 37 peças, além de vários sonetos e poemas e ganhou o público ao explorar sentimentos que todos conhecem muito bem. Seus textos foram traduzidos em mais de 80 línguas.
 
A literatura está comemorando 450 anos de um dos escritores mais famosos do mundo. É uma época de festa.  O país se orgulha de ter dado ao mundo um dos maiores contadores de histórias de todos os tempos. No fim de semana, milhares de pessoas celebraram o aniversário de Shakespeare na pequena cidade de Stratford-Upon-Avon, onde ele nasceu. 

O autor escreveu 37 peças, além de vários sonetos e poemas e ganhou o público ao explorar sentimentos que todos conhecem muito bem.
O teatro no tempo de Shakespeare era ambição e diversão de todos - ricos e pobres.  Era a rua, a forma de ligação entre as pessoas. Todos entendiam as emoções. Uma rede social que se estendia por vários pontos de uma Londres ainda medieval.  Para fazer teatro era preciso entender os poetas, que escreviam o texto.  Todos entendiam as emoções porque teatro é vida contada e recontada.
Londres tinha muitos teatros. O mais conhecido era o Globe - onde William Shakespeare dirigia, interpretava e ensaiava os textos que escrevia.

Hoje eles foram traduzidos e montados em mais de 80 línguas.  Uma companhia de teatro britânica vai encenar uma peça de Shakespeare em todos os países do mundo. Minas Gerais vai até ganhar uma réplica do Teatro Globe.

Por que tanto interesse?  A música da língua inglesa tão harmonizada, que no texto do poeta fica melódica.  Como na cena do balcão de Romeu e Julieta. Mas as palavras de Julieta não traduziram a realidade. Os dois enamorados morreram porque tinham nomes de famílias inimigas. Nas peças do poeta toda a gama de emoções, virtudes e perfídias se mostram em vários matizes.
Em Júlio Cesar, a traição; o ciúme doentio em Otelo; o assassinato e o castigo em Ricardo III. Em Macbeth, a ambição e a tirania; a corrupção e a vingança em Hamlet e em Sonho de uma noite de verão, o mundo encantado, a imaginação e o casamento feliz.

Fonte: Jornal Hoje de 28 abril 2014, Texto de Renato Machado